Stieg Larsson autor da trilogia
não curtiu o sucesso de seus livros; pois faleceu pouco depois de entregá-los a
seus editores, vítima de ataque cardíaco.
Em 2009 os livros viraram filmes
de produção sueca, que em minha opinião são tão bons como os livros, o primeiro
livro ganhou uma adaptação americana em 2012, com Daniel Craig, atual James
Bond, onde interpretou o jornalista Mikael Blomkvist, esta produção também é
muito boa e teve algumas indicações a prêmios e boas críticas, mas na
bilheteria não teve o mesmo sucesso, o que levou ao cancelamento da produção
dos outros filmes.
A série gira em torno de dois
personagens principais o Mikael Blomkvist, um jornalista e sócio da revista
Millennium, que publica matérias investigativas e faz críticas ao governo e
empresas da Suécia e Lisbeth Salander, uma garota/mulher inteligentíssima,
astuta, desconfiada, quieta e habilidosa, que se esconde atrás de uma aparência
provocante e dark. Trabalha para uma empresa de segurança onde é uma espécie de
investigadora bem talentosa.

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, Lisbeth é contratada pelo Srº
Henrik Vanger para preparar um dossiê do Mikael, que apresenta com os maiores
detalhes. O Srº Vanger usa tais informações para contatá-lo e convida-lo a
conhecer em sua casa. Depois de uma longa viagem Mikael se depara com uma
proposta nada comum do Srº Vanger, para fazer uma bibliografia dele e da
família, sendo que por traz fará uma investigação do sumiço de sua querida e
promissora sobrinha Harriet Vanger, quase quarenta anos depois. Mikael que por
estar passando por um período profissional difícil, devido à publicação de uma
matéria que o levou ao tribunal, resolve aceitar o desafio, que o levará a
mistérios da família e estatísticas cruéis, sobre abusos, agressões e morte de
mulheres.
Lisbeth teve uma infância super
difícil e conturbada e uma vida adulta controlada por um tutor, mas com suas
habilidades tenta andar na linha, sem deixar de desfrutar a liberdade medida e
os prazeres da vida adulta.
Após a entrega do dossiê do
Mikael, ela se interessa ainda mais pelo jornalista e por conta própria apura
informações, uma espécie de arquivo pessoal. Com detalhes suficientes e após uns
ajustes de contas, vai ajudá-lo na investigação do sumiço de Herriet, se
envolvendo em uma caçada de fantasmas, onde sua vida corre risco.
Com a solução do misterioso
desaparecimento da jovem Herriet, mistérios dos Vanger revelado e um assassino
de mulheres pego, voltam para casa e as suas vidas com a sensação de dever
cumprido.
A Menina Que Brincava Com Fogo, Lisbeth volta a Suécia, após
temporada viajando, está envolvida em acusações das quais nem imagina, seu
passado de abusos e crueldades vem à tona como uma avalanche. Mikael com uma
dívida e pelo carinho que desenvolveu se propõe em ajudar a provar sua
inocência e desmantelar um grupo criminoso de tráfico de mulheres vindas de
vários países para trabalhar como escravas.
O livro retrata esta realidade
pouco divulgada e noticiada de tráfico de mulheres, o que o torna mais real e
envolvente e deixa um questionamento de que até países de primeiro mundo tem um
submundo como qualquer outro país menos desenvolvido.
A Rainha do Castelo de Ar, Mikael está transtornado com as
injustiças cometidas contra Lisbeth e não fica parado, começa a investigar, ela
também não fica de braços cruzados, mesmo estando internada em um hospital,
após sofrer graves ferimentos ao cruzar seu caminho com o pai e meio irmão.
As investigações levam a
políticos, policiais e espiões, um complô articulado por anos, que a promotoria
pública insiste em encobrir e para imprensa a grande culpada Lisbeth ,que é
chamada de psicopata.
Os livros mostram um país de
primeiro mundo com economia estável, parecido como qualquer outro país do
mundo, com os mesmos problemas de corrupção, máfia, tráfico, abuso de poder e
falta de respeito ao ser humano. Uma realidade que nós brasileiros conhecemos e
estamos vivendo intensamente atualmente.
O quarto livro, isto mesmo, foi
lançado em 27/08/2015 pela Companhia das Letras aqui no Brasil, este foi
escrito pelo também sueco David Lagercrantz. Confesso que quando vi que haveria
um novo livro com o jornalista Mikael Blomkvist e a hacker Lisbeth Salander,
achei um absurdo e até falei que não iria ler, mas fui
vencida pela curiosidade e o vício e já adicionei
A Garota na Teia de Aranha aos livros que quero ler.
Afinal tenho
que saber como anda um dos personagens mais enigmáticos que conheço.
Por Carla Fernanda.